Tromboembolismo é um tema que precisa ser tratado com seriedade em qualquer cirurgia plástica. Como observa o Dr. Haeckel Cabral, a segurança não depende apenas da técnica, e sim do planejamento que reduz riscos antes, durante e após o procedimento. Se você quer operar com mais tranquilidade, agende uma avaliação e continue a leitura para entender como o risco é mapeado e quais protocolos costumam proteger o paciente no período operatório.
Principais fatores de risco que entram no cálculo
A avaliação de risco combina histórico clínico e características da cirurgia. Entre os fatores mais relevantes, costumam pesar:
- Histórico pessoal de trombose ou embolia;
- História familiar importante de trombose em idade jovem;
- Obesidade e sedentarismo;
- Uso de hormônios, como anticoncepcionais ou terapia hormonal, conforme contexto;
- Tabagismo;
- Varizes importantes e insuficiência venosa;
- Doenças inflamatórias, câncer, trombofilias conhecidas;
- Cirurgias longas e associação de procedimentos;
- Imobilidade prolongada e viagens longas próximas à cirurgia
Como comenta o Dr. Haeckel Cabral, o risco é sempre o resultado de soma de fatores, não de um único item isolado. Alguém saudável pode ter risco baixo mesmo em cirurgia estética, enquanto um paciente com fatores acumulados pode exigir um protocolo mais rigoroso.
Medidas de prevenção antes da cirurgia
A prevenção começa antes do dia do procedimento. Com o propósito de reduzir risco, algumas condutas frequentemente entram no planejamento, sempre com orientação médica:
- Revisar medicações e hormônios, quando aplicável;
- Otimizar controle de pressão, glicemia e condições clínicas relevantes;
- Organizar jejum, hidratação e orientações de preparo para evitar intercorrências;
- Planejar logística de recuperação, porque suporte em casa influencia mobilidade e adesão às orientações.
Para o Dr. Haeckel Cabral, o paciente que se prepara bem não está apenas seguindo regras. Ele está diminuindo variáveis que poderiam aumentar risco no período mais sensível, que é o pós-operatório inicial.

Protocolos durante a cirurgia e no pós-operatório imediato
Durante a cirurgia, protocolos de segurança costumam combinar monitorização, controle de tempo operatório e medidas mecânicas de prevenção. Entre elas, é comum o uso de compressão pneumática intermitente e, em alguns casos, meias de compressão, conforme indicação. Além disso, manter temperatura corporal, hidratação adequada e estabilidade hemodinâmica ajuda o organismo a atravessar o procedimento com menor estresse fisiológico.
Recuperação: No pós-operatório imediato, a mobilização precoce, dentro do que é seguro para cada cirurgia, é uma das medidas mais importantes. Caminhar no momento certo, movimentar as pernas quando continua em repouso e evitar longos períodos imóveis contribuem para reduzir estase venosa. Dessa forma, protocolos costumam enfatizar retomada gradual de movimento, mesmo quando o paciente precisa de repouso relativo.
Quando a prevenção medicamentosa entra em discussão?
Em alguns perfis, pode ser indicado considerar prevenção medicamentosa com anticoagulantes, por um período definido, de acordo com risco individual e tipo de cirurgia. Esse é um tema que exige equilíbrio, porque anticoagulação reduz risco de trombose, porém pode aumentar risco de sangramento e hematoma, o que também compromete resultado e segurança.
Como reforça o Dr. Haeckel Cabral, o melhor protocolo é individualizado: ele compara risco trombótico e risco hemorrágico, ajusta dose e tempo quando necessário e evita decisões padronizadas sem critério. Portanto, não existe uma regra única que sirva para todos os pacientes e todos os procedimentos.
Sinais de alerta e por que a orientação deve ser clara
Mesmo com prevenção, é essencial que o paciente saiba reconhecer sinais que exigem avaliação imediata. Dor intensa e inchaço assimétrico em uma perna, vermelhidão localizada, falta de ar, dor no peito, palpitações e tontura fora do esperado são exemplos de sinais que não devem ser ignorados. À vista disso, protocolos bem feitos incluem orientação objetiva de quando procurar atendimento, sem relativizar sintomas importantes.
Além disso, a comunicação no pós-operatório é parte da segurança. Ter canal de contato, retornar em consultas programadas e relatar mudanças de forma honesta evita atraso na abordagem de intercorrências. O acompanhamento não é formalidade, é prevenção ativa.
Tromboembolismo: Seriedade e clareza
Como resume o Dr. Haeckel Cabral, o tromboembolismo é um risco relevante em cirurgia plástica, especialmente quando há fatores individuais somados a cirurgias mais longas ou recuperação com mobilidade reduzida. A boa notícia é que esse risco pode ser mapeado e reduzido com protocolos que envolvem avaliação criteriosa, medidas mecânicas, mobilização no tempo correto e, quando indicado, prevenção medicamentosa equilibrada com risco de sangramento.
Autor: Carye Adorellan
