Gusttavo Lima, Dado Dolabella e Rico Melquiades recuaram de planos políticos enquanto outras celebridades seguem filiadas.
A proximidade das eleições de outubro de 2026 tem movimentado o meio artístico brasileiro de um jeito pouco comum. Nos últimos meses, diversos nomes conhecidos do público flertaram com a política, filiando-se a partidos e chegando a declarar pré-candidaturas a cargos legislativos ou até à Presidência da República. Parte desse movimento, no entanto, perdeu força recentemente, com desistências que surpreenderam fãs e analistas políticos. Entre os casos mais comentados está o do cantor sertanejo Gusttavo Lima, que chegou a se colocar como possível candidato ao Planalto no início do ano, mas recuou meses depois. Ao mesmo tempo, outras celebridades como o ator Dado Dolabella e o influenciador Rico Melquiades também abandonaram planos de concorrer, enquanto nomes como Silvia Abravanel e Gracyanne Barbosa seguem no páreo.
Por que Gusttavo Lima recuou da corrida presidencial
O cantor colocou seu nome “à disposição” para uma eventual candidatura à Presidência ainda em janeiro, movimento que chegou a ser considerado em pesquisas de intenção de voto, incluindo um levantamento da Genial/Quaest divulgado no início de fevereiro. Nesse cenário, Gusttavo Lima aparecia com a menor diferença em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno, o que reforçava a viabilidade especulada de seu nome dentro de setores conservadores. Apesar disso, o artista anunciou a desistência poucas semanas depois, afirmando que a polarização esperada para o pleito de 2026 pesou na decisão, já que, segundo ele, o cenário exigiria negociações que nem sempre atendem aos interesses do país.
A oposição da própria família também foi apontada pelo cantor como fator decisivo. Em entrevista ao portal Metrópoles, ele afirmou que pessoas próximas, incluindo parentes, se posicionaram contra a candidatura, o que o fez reconsiderar os planos. Gusttavo Lima explicou ainda que pretende direcionar energia para a carreira internacional, com um contrato assinado junto à produtora Sony Mundo, além de lançar o Instituto Gusttavo Lima, projeto social voltado à assistência de idosos. Segundo ele, a decisão não encerra de forma definitiva qualquer aspiração política futura, mas indica que, por ora, o foco será outro.
Outros famosos que abandonaram planos eleitorais
Gusttavo Lima não foi o único nome do entretenimento a recuar da disputa eleitoral. O ator Dado Dolabella chegou a anunciar pré-candidatura a deputado federal pelo MDB, mas desistiu poucos dias depois, sem que o partido detalhasse publicamente os motivos da saída. Rico Melquiades, campeão de um reality show de grande audiência, também havia sinalizado interesse em iniciar trajetória política, mas optou por não seguir adiante com os planos até o momento das convenções partidárias, previstas para julho e agosto deste ano.
Esses recuos acontecem em meio a um cenário no qual partidos de diferentes espectros ideológicos seguem apostando na popularidade de rostos conhecidos para atrair eleitores. Nomes como a apresentadora Silvia Abravanel, filiada ao PSD com pré-candidatura a deputada federal por São Paulo, e a influenciadora fitness Gracyanne Barbosa, que se filiou ao Republicanos, ainda não desistiram de concorrer. O escritor e psiquiatra Augusto Cury também mantém a possibilidade de disputar a Presidência em aberto, embora tenha condicionado a decisão a convite partidário e alinhamento de propostas.
O que esperar até as convenções partidárias
Com os registros de candidatura previstos para serem entregues à Justiça Eleitoral até agosto, o cenário ainda deve sofrer mudanças antes da definição final das chapas. Especialistas em comunicação política avaliam que a presença de celebridades nas urnas tende a crescer nas próximas eleições, impulsionada pelo alcance que essas figuras já possuem nas redes sociais, mas as desistências recentes mostram que nem sempre a popularidade se traduz em disposição real para enfrentar o desgaste de uma campanha.
Até lá, o público deve acompanhar novos anúncios de filiações e desistências, já que a movimentação de nomes conhecidos do entretenimento na política segue como um dos temas mais comentados da corrida eleitoral de 2026.
O episódio de Gusttavo Lima, em especial, virou referência de como a exposição midiática nem sempre garante disposição para lidar com os bastidores da política partidária. A frase “não tenho estômago”, usada pelo cantor para justificar a saída, ficou marcada nas redes sociais e resume o sentimento de outros famosos que preferiram recuar antes mesmo de oficializar candidatura, evitando o desgaste de uma disputa que promete ser especialmente polarizada em outubro.
Fontes consultadas: CNN Brasil, Poder360, Metrópoles
