Apresentadora do ‘Sábado Animado’ vai concorrer a uma vaga de deputada federal por São Paulo pelo PSD
Com a aproximação das eleições de outubro de 2026, um número cada vez maior de rostos conhecidos da televisão vem trocando os estúdios pelos diretórios partidários, e o caso mais recente e comentado é o de Silvia Abravanel. Filha de Silvio Santos, ela se despediu neste sábado do comando do “Sábado Animado”, programa infantil do SBT que apresentava desde 2022, para se dedicar à pré-campanha ao cargo de deputada federal por São Paulo, pelo PSD. A decisão levanta algumas dúvidas comuns entre o público: por que ela precisou deixar o programa agora, quais bandeiras pretende defender na Câmara e se existe previsão de retorno à emissora. As respostas para essas perguntas envolvem tanto a trajetória pessoal da apresentadora quanto regras específicas da legislação eleitoral brasileira.
Por que Silvia Abravanel deixou o comando do ‘Sábado Animado’
A saída da apresentadora não foi motivada por uma escolha de carreira dentro da própria emissora, mas por uma exigência da legislação eleitoral. Profissionais de rádio e televisão que pretendem concorrer a cargos eletivos precisam se afastar de suas funções dentro de prazos determinados pela lei, o que levou Silvia a se despedir do programa que comandava havia quatro anos. Durante a última edição, a apresentadora se emocionou ao explicar a decisão e agradeceu à equipe e ao público que a acompanhou ao longo da trajetória no comando da atração.
Em seu discurso de despedida, ela afirmou esperar retornar futuramente à emissora e descreveu a nova fase como uma missão pessoal, relacionando a decisão de entrar na política a um chamado que recebeu como desafio de vida. A partir do fim de semana seguinte, o “Sábado Animado” passou a ser comandado por duas crianças, Wallentina Bomfim e Theo Radicchi, marcando o encerramento de um ciclo iniciado ainda em 2022 e o início de um novo formato para o programa.
Quais bandeiras e qual partido escolheu para a disputa
Silvia Abravanel está filiada ao PSD e concorrerá a uma vaga na Câmara dos Deputados representando o estado de São Paulo. Segundo declarações da própria apresentadora, suas principais causas serão a defesa dos direitos das pessoas com deficiência e o combate à obesidade, temas que ela relaciona à própria vivência pessoal e que devem nortear sua atuação caso seja eleita.
O movimento de Silvia não é um caso isolado. Diversos nomes conhecidos do entretenimento, da música e do esporte anunciaram filiações partidárias e pré-candidaturas nos últimos meses, de olho no pleito de outubro. Entre os exemplos mais citados estão o cantor Manoel Gomes, filiado ao Avante, a modelo Gracyanne Barbosa, ligada ao Republicanos, o apresentador Geraldo Luís, também pelo Avante, e o ex-jogador Luís Fabiano, que se filiou ao MDB. A aposta comum entre essas figuras é que a popularidade conquistada fora da política possa se converter em votos nas urnas.
O que muda na rotina da apresentadora e as regras da legislação eleitoral
Com a saída do programa, Silvia passa a se dedicar integralmente à pré-campanha, período em que candidatos podem se apresentar ao eleitorado, mas ainda não podem pedir voto de forma explícita. A legislação eleitoral permite que pré-candidatos mencionem publicamente a intenção de disputar um cargo e apresentem suas ideias, desde que não haja pedido direto de voto, o que caracterizaria propaganda eleitoral antecipada.
Vale destacar que o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral costuma ser mais rígido justamente para profissionais de comunicação, exatamente para evitar que a exposição na mídia se transforme em vantagem indevida em relação a outros candidatos. Por isso, esse tipo de afastamento se tornou praticamente obrigatório para comunicadores que decidem migrar para a política, um procedimento que Silvia seguiu ao encerrar sua participação no programa antes de intensificar a pré-campanha.
O caso de Silvia Abravanel ilustra bem um fenômeno que deve se repetir com frequência até outubro, o de comunicadores e artistas que trocam, ainda que temporariamente, os estúdios de televisão pelos palanques eleitorais. Independentemente do resultado nas urnas, a movimentação reforça como a popularidade construída ao longo de anos na TV vem sendo cada vez mais convertida em capital político no Brasil. Resta acompanhar como será a trajetória da apresentadora nos próximos meses de campanha e se ela conseguirá, de fato, a vaga que almeja na Câmara dos Deputados.
Fontes: Jornal de Brasília — Silvia Abravanel se despede do Sábado Animado para se dedicar à política | Revista Oeste — Silvia Abravanel deixa comando de programa no SBT para disputar eleição
