O mercado imobiliário brasileiro atravessa um momento de transformação, marcado pela demanda habitacional, pela expansão do crédito e pela busca por novas áreas de crescimento. Guilherme Campos, empresário, desenvolvedor imobiliário e investidor, acompanha esse cenário em um contexto no qual a Região Norte começa a ganhar atenção por reunir cidades em expansão, necessidade de moradia e espaço para novos empreendimentos. Esse movimento coloca o desenvolvimento regional no centro das discussões sobre os próximos ciclos do setor.
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O que torna o Norte uma nova fronteira imobiliária?
A ideia de uma nova fronteira imobiliária não significa apenas encontrar terrenos disponíveis para construir. Uma região ganha relevância quando reúne demanda, infraestrutura, atividade econômica e condições para receber novos moradores e empresas. No Norte, diferentes cidades apresentam características próprias, mas algumas delas vêm registrando crescimento urbano e maior movimentação no mercado de imóveis.
Boa Vista, em Roraima, oferece um exemplo desse processo. O mercado imobiliário da capital movimentou R$ 206,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, valor que representou crescimento de 110% em relação ao mesmo período do ano anterior. O período também registrou recorde histórico de vendas, indicando uma demanda que já ultrapassa uma movimentação pontual do setor.
Esse cenário ajuda a explicar o interesse crescente por mercados regionais. Guilherme Campos analisa essa transformação a partir de sua atuação como desenvolvedor imobiliário, em um contexto no qual a expansão urbana passa a ser observada não apenas pela quantidade de imóveis construídos, mas também pela capacidade de formar novas áreas de desenvolvimento.
Por que a infraestrutura pode acelerar esse movimento?
O desempenho imobiliário de uma região depende de fatores que vão além da procura por imóveis. A infraestrutura determina como pessoas, mercadorias e serviços circulam, além de influenciar a capacidade de uma área receber novos empreendimentos. Estradas, saneamento, energia, conectividade e transporte podem alterar significativamente a atratividade de determinados territórios.

Essa relação aparece de forma clara quando o crescimento imobiliário acompanha a expansão de áreas urbanas. Novos bairros criam demanda por comércio, educação, saúde, alimentação e serviços, enquanto a presença desses estabelecimentos torna os próprios bairros mais funcionais. O resultado é um ciclo no qual moradia e atividade econômica passam a se reforçar mutuamente.
Para Guilherme Campos, esse aspecto é especialmente relevante ao analisar oportunidades fora dos mercados imobiliários mais tradicionais. A disponibilidade de espaço, por si só, não determina o potencial de uma região. A perspectiva muda quando o território possui condições para receber população, investimentos e atividades econômicas de maneira organizada.
O que os números de Boa Vista revelam?
Os indicadores recentes de Boa Vista ajudam a dimensionar essa transformação. Em 2024, a capital registrou 5.250 unidades lançadas, aumento de 80% em relação às 2.924 unidades de 2023. No mesmo período, foram comercializadas 4.280 unidades, crescimento superior a 75% e maior volume de vendas registrado até então na série analisada pelo setor. De acordo com Guilherme Campos, o desempenho mostra que a procura por imóveis ganhou força e passou a movimentar diferentes segmentos da cadeia imobiliária local.
O avanço continuou no início de 2026. Além do volume financeiro superior a R$ 200 milhões, o primeiro trimestre registrou mais de 1,5 mil unidades horizontais vendidas. Esses números são importantes porque mostram que a expansão não está concentrada apenas em determinados formatos de empreendimento, alcançando também terrenos, loteamentos e soluções residenciais horizontais. A diversidade da demanda amplia as possibilidades de ocupação urbana e pode estimular novos investimentos em áreas que ainda estão em processo de consolidação.
Para acompanhar outras análises sobre mercado imobiliário, desenvolvimento regional e novos movimentos do setor, siga Guilherme Campos no Instagram, pelo perfil @guicamposvlg.
